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Hipertensão Arterial


O aparelho cardiocirculatório é composto por uma bomba, conhecido como coração; um extraordinário motor, que impulsiona o sangue rico em oxigênio e nutrientes, por uma rede de artérias e veias de vários calibres, que funcionam como estradas, que o levam para a nutrição de órgãos e tecidos, assim como o recolhem, para ser oxigenado nos pulmões.

O coração bombeia, para essa rede vascular, cerca de 6 a 8 litros de sangue por minuto, numa frequência de 60 a 100 batimentos; à esse trabalho, damos o nome de débito cardíaco, que associado a resistência, que esses vasos, receptores desse volume, fazem, até como mecanismo defensivo, para não romper, determinam o que chamamos de pressão arterial, que é dividida em máxima ou pressão sistólica e mínima ou pressão diastólica.

Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, publicadas em 2006, na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia, usadas, para a confecção deste artigo, a pressão arterial considerada ideal, de uma maneira geral, é classificada como normal, numa pessoa acima de 18 anos, quando a máxima está abaixo de 120mmhg e a mínima de 80mmhg; limítrofe, quando a pressão sistólica está abaixo de 130mmhg e a diastólica de 80mmhg; estágio 1 de hipertensão arterial, se aferições, mostrarem cifras de 130 à 139 de máxima e 85 à 89 de mínima; estágio 2, de 140 à 159 de sistólica ou 90 à 99 de diastólica e estágio 3, de 160 à 179 de máxima ou 100 à 109 de mínima; estágio 4, maior que 179 de sistólica e/ou maior que 109 de diastólica; hipertensão sistólica isolada, comum nos idosos, quando temos a máxima >maior 140 e a mínima menor 90. Para níveis acima de 129 de sistólica e/ou 85 de diastólica, se faz necessário modificações reais de hábitos, como veremos mais a frente e tratamento medicamentoso, sob orientação médica.

A hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), um dos problemas de saúde mais comuns no mundo, atingindo cerca de 34% da população nos EUA e acima de 22 % no Brasil, mais que uma doença, é um fator de risco isolado, para outros eventos graves, que elevam muito o índice de morbidade (perda da saúde) e mortalidade, tais como os acidentes vasculares encefálicos, o conhecido AVC, infartos agudos do miocárdio; dilatação ou engrossamento das paredes do coração; obstruções, entupimentos ou dilatações de vasos, como os aneurismas; paralisia da função dos rins, podendo chegar a necessidade de hemodiálise ou mesmo transplante renal e a famosa retinopatia hipertensiva, comprometimento da visão, podendo levar a cegueira. Vale aqui ressaltar, que trata-se de uma doença traiçoeira, por apresentar poucos sintomas, levando o paciente a procurar o tratamento adequado, quando num estágio mais avançado (acometimento de órgãos alvo), portanto a medida da pressão com regularidade é muito importante, como prevenção.

Para o diagnóstico, alguns exames como a monitorização ambulatorial da pressão arterial (Mapa) são importantes, mas nada como a velha medida pressórica, com conhecido aparelho de pressão.

Para uma aferição correta, alguns cuidados prévios, precisam ser considerados como: ser feita por profissional habilitado; que o manguito do aparelho esteja firme, ajustado na altura do coração e ter a largura de 40% da circunferência do membro; deixar o paciente em repouso de 15 minutos, em ambiente calmo, previamente; certificar-se que a bexiga esteja vazia, se não, urinar antes; caso o paciente tenha feito exercícios, feito uso de bebida alcoólica, café ou fumo, deve-se aguardar no mínimo 30 minutos, antes da aferição; não conversar durante o ato; fazer um intervalo de 1 a 2 minutos entre as medidas, no mínimo duas; usar manguito especial para crianças e obesos; considerar a posição sentada ou deitada, como as ideais e as medidas de menor valor como verdade.

Existem duas formas de tratamento, dependendo da gravidade da situação, sem e com medicamentos; de qualquer forma, diante dos níveis elevados, como vimos acima, um profissional médico deve ser consultado, para a confirmação da doença, sua classificação e, por fim a determinação do tratamento adequado.

Para ajudar muito na prevenção desta doença, minimiza-la ou mesmo como medida auxiliar ao tratamento, podemos lançar mão de alguns cuidados, tais como:

1) Reduzir o peso. 2) Reduzir a ingesta de sal de cozinha. 3) Minimizar o uso de bebidas alcoólicas. 4) Não fumar. 5) Não usar drogas ilícitas. 6) Exercitar-se com regularidade, por 30 minutos diariamente, por três vezes semanais no mínimo. 7) Controlar o stress. 8) Controlar as alterações das gorduras sanguíneas ( colesterol e triglicérides ), evitando açucares, mel, melado, rapadura, banha, torresmo, leite gordo e derivados, como manteiga, creme de leite e etc.., linguiça, carnes gordas, pele de frango, miúdos, embutidos, como , mortadela, salame, presunto, frituras, frutos do mar, dobradinha, mocotó, gema de ovo, carnes gordas, azeite de dendê. 9) Evitar drogas que elevam a pressão tais como: anti-inflamatórios, moderadores de apetite, descongestionantes nasais, corticoides, antidepressivos, estimulantes, cafeína, anticoncepcionais e muito importante, nunca, nunca associar fumo a este último.

Mantenha a sua saúde em dia, seu bem mais precioso. Procure o seu médico regularmente!

Dr. Ronaldo Gomes Vasque.

CREMESP: 65.102

Médico Cardiologista e Hemodinamicista, Instrutor dos cursos BLS e ACLS da American Heart Association - AHA, Facultado do Curso ACLS do IPATRE